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Navio com rachadura no casco é retirado do Porto de Ponta da Madeira

São Luís - Desde domingo (04), o navio Vale Beijing, que carrega 260 mil toneladas de minério de ferro, encontrava-se atracado porto de Ponta da Madeira. O navio foi retirado do porto e agora está a sete quilômetros da costa maranhense.
Nesta terça-feira (06) o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) informou que o navio não apresentou vazamento de óleo ou minério de ferro no mar.


O capitão dos portos do Maranhão afirmou que o navio está estabilizado e que todos os tanques do lastro estão cheios para garantir equilíbrio à embarcação.
A empresa coreana STX Pan Ocean, responsável pela fabricação da embarcação, está contratando uma empresa de salvatagem para retirar o combustível e o minério de ferro da embarcação, ainda esta semana.
Em nota dada pela empresa Vale do Rio Doce, esta afirma que  informa que o navio é de propriedade da empresa  STX Pan Ocean e por ela operado foi retirado do Píer I no Terminal Marítimo de Ponta da Madeira, tendo sido rebocado para uma área de fundeio, definida pela Marinha brasileira e outras autoridades competentes. Também informou que operações de embarque de minério de ferro no Píer I serão normalizadas com a próxima atracação de navio prevista para a tarde do dia 06.


Mais informações:
Trechos da remoção do navio (imagens fornecidas pela empresa Vale)
Nota da Vale (Releases da Sala de Imprensa)


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Algas marinhas multiuso



10/9/2010
Por Fábio Reynol


Agência FAPESP – O Brasil guarda debaixo d’água um reservatório valioso para o fornecimento de produtos como medicamentos, combustíveis e até mesmo um filtro solar natural de ótimo desempenho.
São as algas marinhas, cujo potencial muito além dos sushis foi destacado pelo professor Pio Colepicolo Neto, do Departamento de Bioquímica do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (IQ-USP), no Workshop sobre biodiversidade marinha: avanços recentes em bioprospecção, biogeografia e filogeografia, realizado pelo Programa Biota-FAPESP e que termina nesta sexta-feira (10/9), na sede da Fundação.
Colepicolo coordena o Projeto Temático “Estudos de bioprospecção de macroalgas marinhas, uso da biomassa algal como fonte de novos fármacos e bioativos economicamente viáveis e sua aplicação na remediação de áreas impactadas (biodiversidade marinha)”, que também integra o Biota-FAPESP.
“Por estarem expostas a ambientes e situações adversas, as algas desenvolvem, como metabólitos secundários, moléculas químicas extremamente sofisticadas e diferentes das estruturas produzidas por plantas terrestres”, disse à Agência FAPESP.

Segundo o cientista, já se sabe que as algas marinhas desempenham uma função fundamental no ambiente: elas respondem por cerca da metade do oxigênio liberado na atmosfera; delas saem o dimetil sulfeto, principal gás responsável pela formação de nuvens; são biorremediadoras de águas poluídas; e podem ser utilizadas como um biomarcador de poluição. Colepicolo também mostrou que as algas podem ser fornecedoras de compostos únicos e extremamente complexos.
“Essas moléculas encontram vasta aplicação na indústria farmacêutica ao servir de base para a fabricação de antiinflamatórios, antifúngicos, antivirais, bactericidas, antioxidantes e mais uma enorme gama de produtos que podem ser desenvolvidos de forma inovadora, estratégica e economicamente importante para o Brasil”, destacou.

As aplicações dessas substâncias vão além da medicina. Na agricultura, por exemplo, antifúngicos extraídos de macroalgas podem ser aplicados sobre frutas como mamão, morango e figo e, com isso, pode-se aumentar o tempo de vida útil da fruta na prateleira de três a quatro semanas.
“Podemos ganhar até um mês de viabilidade em produtos agrícolas que são exportados”, disse o professor da USP, ressaltando a importância econômica de aplicações como essa.
Outro grande potencial das micro e macroalgas marinhas é fornecer o princípio ativo para protetores solares naturais. Há cinco anos, em um outro projeto apoiado pela FAPESP sob a coordenação de Colepicolo, o grupo de pesquisa isolou de macroalgas da costa brasileira as micosporinas (MAA), substâncias químicas de baixo peso molecular, com alta capacidade de absorver radiação ultravioleta (UV).

Algumas micosporinas são também antioxidantes. Essas substâncias têm a finalidade de protegê-las contra os efeitos danosos de UV, função exercida pelos flavonoides nas plantas terrestres.
Por ficarem mais expostas ao sol, as algas tropicais são as que mais apresentam substâncias resistentes aos raios UV. Esses protetores solares naturais das algas são particularmente importantes para os biomas marinhos, pois também fornecem proteção solar a outros organismos como peixes, moluscos, zooplâncton e corais.

“As algas marinhas produzem essas substâncias e muitos peixes adquirem proteção solar ao se alimentar desses organismos fotossintetizantes”, explicou o pesquisador.
O fenômeno do branqueamento de corais é causado pela ausência desses protetores naturais fornecidos pelas algas. A ausência das algas que vivem em simbiose com os corais os deixam expostos à radiação. Com isso, eles acabam sofrendo a ação direta dos raios UV, perdem coloração e morrem. Ambientalmente, esse efeito é extremamente danoso, pois perdem-se componentes importantes do equilíbrio ecológico marinho.

O desempenho do protetor natural também chamou a atenção dos pesquisadores. Em testes, o absorvedor de UV das algas apresentou um espectro de absorção muito próximo ao mais eficiente produto sintético vendido no mercado.

“A indústria cosmética poderá se beneficiar de dois efeitos do produto – sua ação antioxidante e de proteção contra UV – e, com isso, oferecer produtos com ação sinérgica contra o estresse oxidativo, câncer de pele e envelhecimento precoce”, afirmou.
Colepicolo estima que, além de protetores para a pele, as micosporinas poderão ser usadas na base de tintas e vernizes para proteger materiais que ficam expostos à luz solar, como prédios e barcos.


Biocombustíveis
O pesquisador também abordou no workshop as perspectivas de produção de algas marinhas em regiões próximas à costa brasileira, um subprojeto integrante do Projeto Temático. “As fazendas de cultivo de macroalgas ajudariam a preservar as espécies, uma vez que evitam a extração e eventual predação dessas plantas em seu ambiente natural”, disse.

Em parceria com a professora Eliane Marinho-Soriano, do Departamento de Oceanografia e Limnologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Colepicolo espera desenvolver sustentabilidade em cultivos integrados que envolvam a criação de organismos diferentes.
A primeira experiência é o cultivo de macroalgas e a criação de camarões em um único tanque do tamanho de um campo de futebol, em média, a 1,5 metro de profundidade.

A cada três meses, mesmo tempo de crescimento ideal das macroalgas, os camarões são coletados e as águas eutrofizadas dos tanques são devolvidas aos mangues da região. Com os cultivos integrados, as macroalgas colaboram para a purificação da água absorvendo o excesso de nitrogênio, fosfato e outros resíduos para seu desenvolvimento, servindo assim de biorremediadoras ambientais.

“A parceria com a professora Eliane da UFRN é muito importante. No Rio Grande do Norte há alta incidência de radiação solar, o que aumenta a produtividade das algas”, disse Colepicolo, explicando que a luz solar aumenta a velocidade de desenvolvimento e de reprodução das plantas aquáticas.
Para o professor da USP, as algas podem ainda ser uma boa fonte de biocombustíveis e suprir a demanda por biodiesel que não consegue ser atendida somente pelas fontes animais e vegetais terrestres atuais. Esse também é um dos braços de pesquisa contemplados pelo Projeto Temático.
Para esse objetivo, o pesquisador defende o melhoramento de cultivos e a aplicação de engenharia molecular, além de pesquisas em extração e refino do óleo de alga. Esses esforços poderiam tornar o combustível de alga competitivo em relação ao similar obtido do petróleo.

“A bioenergia de algas tem duas frentes diferentes de pesquisa. Primeiramente, as microalgas, ricas em lipídios, ou gorduras, são ideais para a fabricação de biodiesel”, disse Colepicolo, ressaltando que, diferentemente dos vegetais terrestres, o cultivo de algas não necessita de fertilizantes nem de pesticidas.

“Já as macroalgas possuem um alto teor de açúcar. Algumas espécies apresentam entre 50% e 60% de seu peso seco em polissacarídeos. São açúcares que, ao serem degradados por enzimas específicas, transformam-se em monômeros fermentáveis que dão origem ao etanol”, completou.
As macroalgas podem participar das pesquisas do etanol de terceira geração provenientes de carboidratos. “Trata-se de uma alternativa sustentável e ecologicamente correta, pois só usa água salgada e luz solar para crescer e não é necessária a utilização de agrotóxicos e fertilizantes”, disse.

Mais informações: www2.iq.usp.br/docente/piocolep

Fonte: Agência FAPESP

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Bactérias que gostam de sushi


8/4/2010
Agência FAPESP – Um grupo de pesquisadores franceses identificou enzimas que digerem carboidratos de uma bactéria marinha, a qual, por sua vez, se alimenta de algas. Mas a maior curiosidade é que os genes que codificam essas enzimas foram encontrados não apenas em ecossistemas marinhos, mas em um outro bem diferente: o intestino humano.
Segundo o estudo, publicado na edição desta quinta-feira (8/4) da revista Nature, microrganismos marinhos que vivem em algas transmitiram genes para a microbiota intestinal de humanos, mas apenas de alguns. Os genes foram encontrados em indivíduos japoneses, mas não em norte-americanos.
O motivo? O consumo de algas conhecidas como nori (Porphyra spp.), que costumam envolver os delicados sushis, um dos itens mais tradicionais da culinária japonesa.
Jan-Hendrik Hehemann, da Universidade Pierre e Marie Curie – Paris 6, e colegas compararam dados dos genomas dos intestinos de 13 voluntários japoneses com 18 norte-americanos para descobrir a transferência de enzimas de bactérias do mar.
No Japão, algas marinhas não estão apenas nos sushis, mas são parte importante da cultura e da sociedade do país há muito tempo. Registros históricos mostram, por exemplo, que no século 8 algas eram usadas como moeda para pagamento de impostos devidos pelos cidadãos.
Segundo os cientistas, após vários séculos, o contato com microrganismos marinhos pelo consumo de algas deve ter aberto uma rota por meio da qual genes que codificam enzimas responsáveis pela digestão de algas foram transferidos de um ecossistema, o oceano, para outro muito diferente: o intestino humano.
Os cientistas apontam que essa transferência é importante para a evolução, uma vez que permite o aproveitamento de nutrientes que anteriormente não teriam valor.
“Entre as diversas questões interessantes que essa pesquisa levanta está a importância relativa da adaptação da microbiota, que ocorre durante a evolução das espécies hospedeiras, a colonização de novos ambientes e as mudanças nas dietas”, disse Justin Sonnenburg, da Universidade Stanford, em comentário sobre a descoberta na mesma edição da Nature.
“Como a ampliação da capacidade de obter alimentos ricos em energia é considerada um dos fatores importantes da evolução humana, é provável que a adaptação da microbiota tenha acompanhado as mudanças dietárias que ocorreram durante a história humana”, apontou.
Segundo ele, novos estudos deverão ajudar a determinar como, durante a evolução, as mudanças na produção e preparação de alimentos influenciaram a microbiota intestinal.
“Estudos de amostras antigas derivadas de coprólitos e de hominídeos fossilizados ou mumificados e investigações em nossos parentes primatas poderão fornecer um retrato de como a microbiota se formou – e tem sido formada – pela história natural”, disse Sonnenburg.
As mudanças continuam, destaca o pesquisador. O consumo de alimentos produzidos em massa, muito calóricos, altamente processados e higiênicos, ou seja, isentos de micróbios pode não ser exatamente uma boa ideia. O motivo é que, com uma alimentação desse tipo, a microbiota intestinal deixaria de receber a transferência de genes de microrganismos.
“A próxima vez que você comer um alimento incomum à sua dieta, lembre que isso pode ser muito bom. Pense nos micróbios que você está ingerindo e na possibilidade de estar fornecendo a alguns de seus trilhões de amigos próximos [na microbiota intestinal] um novo conjunto de utensílios”, disse Sonnenburg.
O artigo Transfer of carbohydrate-active enzymes from marine bacteria to Japanese gut microbiota (doi: 10.1038/nature08937), de Jan-Hendrik Hehemann e outros, pode ser lido por assinantes da Nature emwww.nature.com.

Fonte: Agência FAPESP
 

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Curso Introdução à Biologia Marinha

Informações: CURSO DE INTRODUÇÃO À BIOLOGIA MARINHA


Local: Angra dos Reis, RJ – Ilha Grande – Abraão
Data: 27/03 e 28/03/2010, sábado e domingo

(saída do Rio de Janeiro no dia 27/03, 6h, e retorno no dia 28/03 à noite)
Carga horária: 22 horas

Professores:

Cesar Bernardo: mestrando em Ensino das Ciências (Química), pós-graduado em Biologia Marinha e Oceanografia, biólogo, professor de Biologia e Química, Coordenador do Curso Técnico, Médio e Pós Médio do Instituto Martin Luther King.

Suzana Ramineli: mestranda em Ciência Ambiental, pós-graduada em Biologia Marinha e Oceanografia, pós-graduanda em Planejamento e Gestão Ambiental, bacharel em Comunicação Social e Coordenadora de Projetos Ambientais e Eventos da Escola de Mergulho Brazil Divers

Programa: fundamentos de Biologia Marinha; parâmetros físico-químicos da água do mar (medições); avistagem e identificação de fauna marinha (taxonomia); introdução à oceanografia; vivência em Educação Ambiental; espécies exóticas e água de lastro.

Público: (a partir de 18 anos) estudantes de biologia, ecologia, gestão ambiental, educação ambiental, oceanografia e áreas afins; mergulhadores; ambientalistas; interessados em aprender sobre o tema.

Investimento: R$ 280,00 (à vista) ou R$ 300,00 (parcelado)

Ex-alunos têm desconto de R$ 30,00 (à vista)!

Inclui:

- transporte de ida e volta para o Rio de Janeiro;

- traslado de ida e volta para o Abraão;

- 1 diária de hospedagem com café da manhã;

- 1 saída de barco durante todo o dia 27/03;

- trilha e vivência de Educação Ambiental no dia 28/03;

- certificado;

- CD-Rom com material didático;

- brinde surpresa.



Inscrições:

À vista:

Depósito de 280,00 no Banco Itaú – Agência 7208 C/C 02408-8 – Favorecido: Cesar Bernardo Ferreira – ATÉ 12/03/2010.

Parceladas:

1ª opção (3x):

3 depósitos de R$ 100,00 no Banco Itaú – Agência 7208 C/C 02408-8 – o 1º até 12/01, o 2º até 12/02 e o 3º até 12/03.

2ª opção (2x):

2 depósitos de R$ 150,00 no Banco Itaú – Agência 7208 C/C 02408-8 – o 1º até 12/02 e o 2º até 12/03.

Para todas as opções, enviar comprovante de depósito por e-mail (naturaulas[@]gmail.com) escaneado ou fotografado, com os seguintes dados pessoais: nome, telefone, idade, profissão, instituição e como soube do curso. Esse procedimento é fundamental para a confirmação da inscrição.

Atenção!

1 - Não é permitido o porte de arpão e nem coleta de nenhum tipo.

2 - O aluno deve levar seu kit básico de mergulho (máscara, snorkel e nadadeiras) ou alugá-lo no Abraão nos dias de curso. Para isso, é necessário nos avisar no momento da inscrição.
Informações: naturaulas[@]gmail.com
Cidade: Angra dos Reis - Ilha Grande - Estado: Rio de Janeiro - Ver mapa
Duração: 1 dias até 28/03/2010
Horario de início: 6:00
Tipo: Curso
Instituição: Naturaulas Cursos Ambientais
Sugestão de hospedagem: Incluída no pacote do curso.
Preços: R$ 280,00 à vista ou 2 x R$ 150,00
Contato: naturaulas[@]gmail.com
Site: http://www.naturaulas.blogspot.com/

 
Fonte: Biologias.com

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